Raízes
Perguntaram-me despreocupadamente o que eram raízes para mim. Como pessoa complicada que sou, embrulhei-me nessa questão, nesse novelo ainda por desentrelaçar.
O que são raízes?
Sei lá, raízes são na sua forma mais concreta aquilo que absorve a água e os sais minerais da terra para alimentar uma planta, mas desenvolvendo, podemos usar essa ideia e utilizá-la connosco mesmo. Raízes somos nós, raízes são aquilo que tornaram-nos naquilo que somos.
Há cada coisa com que matutar!
O que são raízes para ti?
A anti-natura e os direitos animais
Direitos animais não existiam antes da fase industrial e sobrepopulação da raça humana. Os animais limitavam-se a viver para aquilo que lhes era esperado. Nascer, crescer, acasalar, comer, ser comido, tudo orientado por instintos e postos à merecê dos juízos inexoráveis da Mãe Natureza, com ausência de direitos e deveres.
O Homem, pelo contrário, começou a explorar o animal irracional em todos os aspectos, tentando apoderar-se da vida deles, mascarando-se de Mãe Natura, quando, de facto, fazia o contrário. Forçou a criação de vidas, simulou dias, tirou alimento às crias, matou crias, matou mentoras, (isto, entenda-se, de uma forma excessiva e anti-natural) torturou, experênciou, cansou, magoou para seu bel-prazer.
Os direitos animais são criação da parte humana que quer restaurar algum equilíbrio na Natureza. Quero recuperar um equilíbrio natural, respeito os animais.
Só Satie, Debussy, Beethoven, Bach e Chopin me entendem...
Só eles me entendem, só a música me entende.
Só consumo música, ou só a música me consome no seu explendor sentimental por essa mesma razão: sinto, apenas.
Serei ingrata por apenas sentir e não ter um lado racional? Muitas vezes penso que sim. Mas muitas vezes quero deixar de ouvir, durante uns minutos. Deixar de sentir, apenas para ter alguns momentos com a cabeça.
Devia haver um equilíbrio, mas parece que a cabeça desta minha pessoa é uma milésima parte do meu coração.
Só consumo música, ou só a música me consome no seu explendor sentimental por essa mesma razão: sinto, apenas.
Serei ingrata por apenas sentir e não ter um lado racional? Muitas vezes penso que sim. Mas muitas vezes quero deixar de ouvir, durante uns minutos. Deixar de sentir, apenas para ter alguns momentos com a cabeça.
Devia haver um equilíbrio, mas parece que a cabeça desta minha pessoa é uma milésima parte do meu coração.
Falta de expressão
Reflectir e exprimir.
Duas simples palavras que, nas sua vera essência, me provocam pavor por serem temerosamente desconhecidas.
Não que não as tenha explorado, farto-me de tentar. Mergulho-me indesejevelmente na ingorância. No entanto tento mudar.
Perco-me num mapa labiríntico sem um "vocês está aqui", à procura de cultura, à procura de filosofia, à procura de mim...
Nunca disestirei. "Allting är möjligt".
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